Artigos Técnicos (58)

Terça, 21 Março 2017 16:32

Artigo 010 - Comércio em Roraima

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Artigo Técnico 10/2017 de 21 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Análise das atividades econômicas que fazem parte da FECOMERCIO/RR.

 

A Federação do Comercio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima (FECOMERCIO/RR) abrange empresas de diversos segmentos do setor terciário da economia, as principais atividades econômicas que o compõem são: Comércio; Atividades Imobiliárias; e Serviços de Alojamento e Alimentação. Estas atividades como um todo representam 25% do total da economia de Roraima, estando atrás apenas da Administração Pública que concentra sozinha 46%.

 

Gráfico 1 – Participação das principais atividades econômicas no Valor Adicionado Bruto da Produção em Roraima

Fonte: IBGE, Contas Regionais 2014.

Nota: Dentre as informações disponíveis para o PIB não é possível separar a participação do Comércio e da Manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas, assim como não é possível segmentar dentro da Atividade imobiliária o valor referente aos Alugueis Imputados.

                                                                                                                                                              

Além da participação significativa na economia local, as atividades econômicas vinculadas ao FECOMERCIO/RR apresentaram crescimento real acima da média do Estado. Enquanto o PIB de Roraima registrou crescimento de 2,5% em 2014, as atividades vinculadas ao FECOMERCIO/RR cresceram 7,4% no mesmo período.

Num contexto histórico, a média de crescimento real destas atividades nos últimos 12 anos foi de 6,8% ao ano, enquanto que a média geral de Roraima foi de 5,0% ao ano, já a da Administração Pública foi de 3,8% ao ano. Isso mostra que o Comércio, as Atividades Imobiliárias e os Serviços de Alojamento e Alimentação tendem a aumentar a sua participação no decorrer dos anos, e por outro lado, a Administração Pública, que é a principal atividade econômica de Roraima, deve  perder com o tempo um pouco de sua participação no PIB do Estado.

Em relação a geração de empregos as atividades econômicas vinculadas a FECOMERCIO/RR empregam mais pessoas do que qualquer outra atividade, estando acima, inclusive da Administração Pública. Segundo dados do IBGE para o ano de 2016 aproximadamente 64 mil pessoas estavam ocupadas nestas atividades, o que representa 35% do total de pessoas ocupadas em Roraima. Já a Administração Pública, empregava diretamente 51 mil pessoas no mesmo período.

 

Gráfico 2 – Pessoas ocupadas segundo grupamento de atividades econômicas em Roraima - 2016

Fonte: IBGE, PNAD Continua trimestral, 4º trimestre de 2016.

Nota: Dentre as informações disponíveis para o pessoal ocupado não é possível separar a participação do Comércio e da Manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas, assim como não é possível separar o pessoal ocupado especificamente das Atividades Imobiliárias, estando elas em conjunto com as atividades financeiras, de comunicação, profissionais e administrativas.

 

A importância das atividades econômicas vinculadas ao FECOMERCIO/RR aqui no Estado é ainda mais evidente quando analisamos o número de empresas instaladas em Roraima, segundo o Cadastro Central de Empresas do IBGE para o ano de 2014, das 5.675 empresas e outras organizações que atuam no Estado, 3.280 são empresas do Comércio, das Atividades Imobiliárias e dos Serviços de Alojamento e Alimentação, o que representa 58% do total de empresas.

 

Artigo Técnico 09/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Venda de alimentos para a Venezuela bate recorde em fevereiro

 

No mês de fevereiro de 2017, as exportações de Roraima superaram as importações, gerando assim um superávit para o mês de fevereiro de US$ 1 milhão, e no acumulado do ano a Balança Comercial de Roraima atingiu saldo superavitário de US$ 599 mil.

 

Gráfico 1 – Balança Comercial de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

                                                                                                                                                              

O crescimento das exportações no mês de fevereiro possibilitou que a Balança Comercial de Roraima saísse da situação deficitária, que se encontrava em janeiro, para superavitária no acumulado do ano de 2017.

Os principais produtos exportados no primeiro bimestre de 2017 foram os Alimentos e Bebidas, contabilizando US$ 1,3 milhões em vendas, o que representa 75% do que foi exportado no período. A madeira aparece como segundo produto mais exportado, acumulando vendas ao exterior no montante de US$ 300 mil.

 

Gráfico 2 – Principais produtos e destinos das exportações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

 

Os produtos alimentícios destinaram-se quase que em sua totalidade para o mercado venezuelano, que vêm comprando esse tipo de mercadoria em maiores volumes desde julho de 2016. No mês de fevereiro deste ano, as exportações desses produtos com destino à Venezuela foram as mais altas já registradas na história, gerando vendas de US$ 989 mil, o que equivale a quase a metade de tudo que foi exportado para a Venezuela, de produtos alimentícios, em 2016.

 

Gráfico 3 – Exportações de produtos alimentícios para a Venezuela

Fonte: MDIC

 

A importação de produtos eletroeletrônicos, com destaque para as centrais de ar-condicionado, continua sendo o principal item da pauta de importação do Estado. Neste primeiro bimestre de 2017 foram importados US$ 665 mil em produtos eletroeletrônicos, o segundo item mais adquirido foram os pneus e câmaras-de-ar no total de US$ 113 mil, seguido pela compra de arroz no valor US$ 95 mil.

 

Gráfico 4 – Principais produtos e origens das importações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

 

Os principais países de origem das importações roraimenses foram: China, com US$ 878 mil, de onde vieram as Centrais de Ar-Condicionado, Pneus, e a maior parte dos Eletroeletrônicos; Guiana, com US$ 95 mil de Arroz; Venezuela, com US$ 64 mil de sacos, bolsas e cartuchos de plástico; e Canadá, com US$ 59 mil de Farinha de Trigo.

 

 

 

Artigo Técnico 08/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Foram criadas 258 novas vagas de emprego formal em janeiro de 2017

 

A geração de empregos formais em Roraima no o mês de janeiro de 2017 obteve o melhor resultado desde 2011. Em janeiro deste ano foram criados 258 novos postos de trabalho com carteira assinada no Estado, já no mesmo mês de 2016 houve uma retração de -84 postos de trabalho. O resultado positivo em 2017 acaba com uma sequencia de cinco anos consecutivos de queda no saldo de empregos para o mês de janeiro.

 

Gráfico 1 – Saldo de empregos formais para o mês de janeiro – Roraima

Fonte: CAGED/MTE.

 

Roraima foi uma das nove unidades da federação que conseguiram contratar mais do que demitir em janeiro de 2017, enquanto que no total do Brasil extinguiram-se aproximadamente 41 mil postos de trabalho. Na Região Norte, Roraima foi o Estado que mais criou novos postos de trabalho.

 

Gráfico 2 – Saldo de empregos formais para o mês de janeiro – Região Norte

Fonte: CAGED/MTE.

 

Todos os setores econômicos apresentaram saldo positivo em Roraima, com destaque para o setor de Serviços que gerou 109 novos postos de trabalho, graças ao bom desempenho do subsetor de alojamento e alimentação, que sozinho gerou 71 novos postos.

Em relação às funções ocupacionais que mais geraram novos postos de trabalho em janeiro de 2017, destacam-se: zelador, com 46 novos postos de trabalho; trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas com 38; e repositor de mercadorias com 27.

As funções ocupacionais que apresentaram as maiores retrações no saldo de empregos foram: vendedor de comercio varejista com -63 postos de trabalho; motorista de ônibus rodoviário com -14; e pedreiro com -13.

 

 

 

Artigo Técnico 07/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Renda de Roraima é a maior da Região Norte

 

Roraima possui o maior rendimento domiciliar da Região Norte, é o que mostram os dados divulgados pelo IBGE, com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

O rendimento domiciliar per capita de Roraima para o ano de 2016 foi de R$ 1.068, Rondônia ficou em segundo lugar com rendimento de R$ 901 e Amapá em terceiro com R$ 881. O Pará foi o Estado da Região Norte com o menor valor, com rendimento domiciliar de R$ 708.

 

Gráfico 1 – Renda domiciliar per capita – 2016

Fonte: PNAD Continua - IBGE.

 

Durantes os últimos anos o rendimento domiciliar per capita de Roraima vem crescendo mesmo com a crise que o país vem sofrendo. Em 2014 a renda média do roraimense era de R$ 871, em 2015 passou para R$ 1.008 e em 2016 para R$ 1.068.

 

Gráfico 2 – Renda domiciliar per capita – Roraima

Fonte: PNAD Continua - IBGE; Elaboração.

 

Nota-se, contudo, que apesar do crescimento continuo da renda domiciliar em Roraima, o crescimento apresentado em 2016 é inferior ao apresentado em 2015, quando a renda local cresceu aproximadamente 16%, enquanto que no ano passado essa elevação foi de 6%.  Essa mesma situação reflete-se nos demais Estados da Região Norte, com exceção de Rondônia, que cresceu mais em 2016 do que em 2015.

 

Gráfico 3 – Variação da renda domiciliar per capita nos Estados da Região Norte

Fonte: PNAD Continua - IBGE.

 

 

Artigo Técnico 06/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

18 mil pessoas estão desempregadas em Roraima

 

A taxa de desocupação calculada pelo IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) para o último trimestre de 2016, mostra que em Roraima 9,2% das pessoas de 14 anos ou mais de idade estão desempregadas, o que equivale a 18 mil pessoas procurando por uma vaga de emprego aqui no Estado.

 

Gráfico 1 – Taxa de desocupação e número de pessoas desocupadas em Roraima

Fonte: PNAD Continua trimestral- IBGE.

 

Em comparação com o terceiro trimestre de 2016, houve uma retração no número de desempregados em Roraima, na época a taxa de desocupação era de 9,7%, e existiam 20 mil pessoas desempregadas. Contudo, a taxa de desocupação no quarto trimestre de 2016 é a maior já registrada para um fechamento de ano desde 2012, data a qual o IBGE começou a calcular o indicador para todas as Unidades da Federação.

Na Região Norte o ano de 2016 encerrou com mais de 1 milhão de pessoas desempregadas, atingindo a taxa de desocupação de 12,7%. O Estado da Região com a maior taxa de desocupação foi o Amapá com 16,8%, seguido do Amazonas com 14,8% e Tocantins com 13,1%. Rondônia foi o que apresentou a menor taxa de apenas 7,8%.

 

 

 

Gráfico 2 – Taxa de desocupação e pessoas desocupadas na região Norte – 2016

Fonte: PNAD Continua trimestral - IBGE.

 

O rendimento médio habitualmente recebido por mês das pessoas ocupadas em Roraima no quarto trimestre de 2016 foi de R$ 2.090, sendo o maior da Região Norte, empatando com o rendimento do Amapá. A média do rendimento da Região ficou em R$ 1.546. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o rendimento médio dos trabalhadores roraimenses aumentou 14,2%, atingindo o maior valor desde 2012.

 

Gráfico 3 – Rendimento médio habitualmente recebido por mês das pessoas ocupadas no quarto trimestre do ano – Roraima

Fonte: PNAD Continua trimestral - IBGE.

 

 

Artigo Técnico 05/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Balança Comercial de Roraima registra déficit em janeiro de 2017

 

No mês de janeiro de 2017, as importações de mercadorias oriundas do exterior foram superiores as exportações de produtos roraimenses, gerando assim um déficit de US$ 408 mil na Balança Comercial de Roraima, este foi o terceiro ano seguido no qual a balança comercial teve saldo negativo em janeiro.

 

Gráfico 1 – Balança Comercial de Roraima - Janeiro

Fonte: MDIC

                                                                                                                                                              

Comparando com os resultados apresentados nos meses de janeiro de 2015 e 2016, houve um crescimento nas exportações de produtos roraimenses, mais do que dobrando o valor registrado em 2016, que foi de US$ 112 mil, passando para US$ 240 mil em 2017, ficando também 47% maior do que o valor registrado em 2015, que foi de US$ 163 mil.

Em relação às exportações, os produtos alimentícios se destacaram como principal mercadoria exportada pelo Estado, US$ 175 mil em receitas, tendo como principal destino a Venezuela e a Guiana. Também se destacaram na pauta de janeiro o Combustível de Aviação (US$ 33 mil), Madeira (US$ 18 mil), Água Mineral (US$ 10 mil) e Produtos de Higiene e Limpeza (US$ 5 mil).

 

 

Gráfico 2 – Destino das exportações roraimenses em janeiro de 2017

Fonte: MDIC

 

Assim como as exportações, as importações também apresentaram elevação em comparação com o mesmo período de 2016, ficando próximo ao valor importado em 2015, que foi de US$ 650 mil. Destacam-se entre os produtos importados as Centrais de Ar-condicionado (US$ 364 mil); Arroz (US$ 57 mil); Pneus (US$ 52 mil); Eletroeletrônicos (US$ 49 mil); Farinha de Trigo (US$ 39 mil); e Vidro (US$ 26 mil).

Os principais países de origem das importações roraimenses foram: China, com US$ 481 mil, de onde vieram as Centrais de Ar-Condicionado, Pneus, e a maior parte dos Eletroeletrônicos; Guiana, com US$ 57 mil de Arroz; e Canadá, com US$ 39 mil de Farinha de Trigo.

 

Gráfico 3 – Origem das importações roraimenses em janeiro de 2017

Fonte: MDIC.

 

Artigo Técnico 04/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Roraima foi a única Unidade da Federação que criou novas vagas de emprego em 2016

 

Na contramão do que aconteceu nas demais Unidades da Federação, em 2016 Roraima conseguiu criar 84 novos postos de empregos formais, apesar do número discreto, as outras 26 Unidades da Federação extinguiram em conjunto mais de 1,3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.

Em termos proporcionais a Unidade da Federação que mais perdeu postos de trabalho foi o Rio de Janeiro, com uma retração de -6,36%, seguido do Pará com -5,14% e Sergipe com -5,13%.

 

Gráfico 1 – Variação relativa de empregos formais por Unidade da Federação – 2016

Fonte: CAGED/MTE.

 

O resultado positivo no ano de 2016 decorre do bom desempenho do setor de Serviços, que criou 364 novos postos de trabalho; da Agropecuária, que gerou 162 novos postos de trabalho; e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (água, energia e limpeza urbana), com saldo de 102 novos postos de trabalho. Contudo, apesar do saldo positivo, alguns setores apresentaram acentuação retração no saldo de postos de trabalho aqui no Estado. Os que mais se destacam foram o Comércio, que extinguiu 430 postos de trabalho com carteira assinada, e a Construção Civil com -96 postos de trabalho.

 

 

Gráfico 2 – Saldo de emprego formal por setor em Roraima – 2016

Fonte: CAGED/MTE.

 

Em relação as funções ocupacionais que mais geraram novos postos de trabalho destacam-se: servente de obras, com 105 novos postos de trabalho; trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas com 79; e zelador com 56.

As funções ocupacionais que apresentaram as maiores retrações no saldo de empregos foram: vendedor de comercio varejista com -123 postos de trabalho; serrador de bordas no desdobramento de madeira com -82; e vigilante com -81.

 

Artigo Técnico 03/2017 de 15 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Saldo da Balança Comercial de Roraima cresceu 284% em 2016

 

Em 2016 o saldo da balança comercial de Roraima cresceu 284% na comparação com o ano de 2015S é que mostra os dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

Gráfico 1 – Balança comercial de Roraima

Fonte: MDIC

                                                                                                                                                              

Essa elevação deve-se ao crescimento acentuado das exportações de produtos alimentícios para a Venezuela, que no acumulado do ano totalizou US$ 2,4 milhões, representando mais de 2,7 mil toneladas de produtos alimentícios. Comparativamente, em 2015 foram exportados apenas 49 toneladas de produtos alimentícios, o que gerou uma receita de aproximadamente US$ 40 mil.

 

Gráfico 2 – Exportações roraimenses para a Venezuela

Fonte: MDIC

 

Outro produto que contribuiu com o crescimento do saldo da balança comercial foi a soja, que em 2016 totalizou US$ 10,1 milhões em exportações, apresentando elevação de US$ 1,2 milhões na comparação com 2015. Essa elevação deve-se a venda de US$ 1,3 milhões em soja para o Japão, país que tradicionalmente não adquire este produto de Roraima, o restante da soja exportado foi para a Holanda (US$ 8,5 milhões) e para a Guiana (US$ 353 mil).

 

Gráfico 3 – Exportações de soja de Roraima - 2016

Fonte: MDIC

 

As exportações de madeira, que por muitos anos foi o principal produto exportado em Roraima, apresentou um pequeno crescimento de US$ 137 mil, gerando a receita total de US$ 1,5 milhões em 2016, sendo assim o terceiro maior produto exportado pelo Estado.

Outro fator que contribuiu para o aumento no saldo da balança comercial foi a queda de US$ 2,5 milhões nas importações em 2016, tal retração é reflexo direto da elevação acentuada da cotação do dólar no ano passado, que chegou a superar a casa de R$ 4,00 por US$ 1,00 o que encareceu as importações.

 

Gráfico 4 – Exportações, importações e saldo da balança comercial de Roraima - 2016

Fonte: MDIC

 

Os principais produtos importados foram: Centrais de ar-condicionado e eletroeletrônicos (US$ 2,2 milhões); energia elétrica (US$ 1,7 milhões); arroz (US$ 792 mil); e aeronave (US$ 684 mil).

 

Artigo Técnico 02/2017 de 02 de março de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Roraima é a única unidade da federação onde o Comércio Varejista cresceu em 2016

 

Em 2016 o volume de vendas do comércio varejista no Brasil recuou -6,2%, esse foi o pior resultado para o país desde 2001, ano em que o IBGE começou a fazer essa pesquisa. As atividades econômicas que mais contribuíram para esse resultado negativo foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,1%); Móveis e eletrodomésticos (-12,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-9,5%); Combustíveis e lubrificantes (-9,2%); Tecidos, vestuário e calçados (-10,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,1%); Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (-12,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-16,1%).

Na contramão do cenário nacional, Roraima foi a única unidade da federação que apresentou resultado positivo no ano de 2016, com crescimento no volume de vendas de 1,2%. Já o Amapá foi o que apresentou o pior resultado do país, com retração de -18,1%.

 

Gráfico 1 – Variação no volume de vendas do comércio varejista em 2016

 

Fonte: Pesquisa Mensal do Comércio – PMC, IBGE.

 

No caso roraimense, o principal segmento que contribuiu para o resultado positivo foi o de Hipermercados e Supermercados, que em virtude do aumento da demanda por produtos alimentícios, principalmente de arroz, açúcar, óleo de soja e farinha de trigo, por parte dos venezuelanos que se deslocavam até o nosso Estado para adquiri-los, acabou por elevar as vendas como um todo no comércio varejista local.

Por outro lado, o comércio varejista de móveis, foi a atividade do setor de comércio que mais sentiu a crise econômica que atingiu o país no ano passado.

Em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, além daquelas que compõem o varejo, Roraima também foi a única unidade da federação com resultado positivo no volume de vendas, com um crescimento de 0,7%. O pior resultado também ficou com o Amapá, com variação de -16,3%.

 

Gráfico 2 – Variação no volume de vendas do comércio varejista ampliado em 2016 (%)

Fonte: Pesquisa Mensal do Comércio – PMC, IBGE.

 

O crescimento maior do comércio varejista em relação ao comércio varejista ampliado mostra que as atividades de vendas de veículos e materiais de construção, apresentaram queda no ano de 2016. Essa retração foi mais sentida no setor de vendas de materiais de construção. Já a venda de veículos apresentou uma estabilidade no volume de vendas, apesar da queda na venda de veículos novos, as vendas de veículos usados, e de peças para carros e motos, principalmente na parte pneumática, apresentaram crescimento, o que evitou uma queda com um todo neste segmento.

Artigo Técnico 01/2017 de 30 de janeiro de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Empresários do Comércio iniciam o ano com mais otimismo

Índice de Confiança do Empresário do Comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC-CNC) é o primeiro indicador nacional de expectativas empresariais do Brasil. Capaz de antecipar as tendências do consumo sob o ponto de vista do empresário do comércio. O índice é o único realizado exclusivamente com os tomadores de decisão das empresas do varejo, abrangendo as cinco regiões do Brasil.

Janeiro de 2017

O ICEC-CNC da Região Norte mostra que o empresário do comércio inicia o ano mais otimista do que em janeiro de 2016. O Índice de Confiança cresceu 17,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa melhora está ligada, principalmente, em relação ao ponto de vista que os empresários têm sobre a economia brasileira.

O Índice relativo à opinião dos empresários da Região Norte em relação à situação atual da economia brasileira cresceu 90,0%, já suas opiniões sobre a expectativa da economia brasileira cresceu 30,2% na comparação com janeiro de 2016.

Além do sentimento de melhora em relação a economia brasileira, o empresariado do setor comercial também sentiu uma melhora no seu setor do comércio e na própria empresa.  Segundo o índice, houve uma melhora de 40,4% da condição atual do comércio, e de 16,5% na expectativa futura do setor.

No tocante a empresa, o crescimento no índice é um pouco menor, se elevando em 24,0% em relação a condição atual, e aumento de 9,3% na expectativa futura.

Outra boa noticia para o comércio da Região Norte, é que houve um crescimento na perspectiva do empresariado de aumento na contração de mão de obra, o índice elevou-se 9,1% na comparação com 2016.

Também houve aumento na intenção de investimento na empresa, na ordem de 3,3%, e no aumento de estoque para atender uma maior quantidade de clientes, elevando-se 3,1%.

 

Fonte: CNC; Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (jan/17 – jan/16)

 

 

Fonte: CNC; Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (jan/17 – jan/16)

 

 

 

Fonte: CNC; Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (jan/17 – jan/16)

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