Artigos Técnicos (58)

Artigo Técnico 25/2017 de 02 de junho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Arrecadação de ICMS ultrapassa os R$ 300 milhões em 2017

 

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Roraima, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano cresceu 14%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Sendo recolhido aproximadamente R$ 323 milhões, o que representa um aumento de R$ 39 milhões em relação a 2016.

 

Gráfico 1 – Arrecadação de ICMS por mês até abril - Roraima

Fonte: SEFAZ-RR

 

Nos últimos três a arrecadação de ICMS ultrapassou a casa dos R$ 60 milhões, sendo que apenas no mês de fevereiro esta marca não foi alcançada, mas em contrapartida em janeiro a arrecadação superou os R$ 70 milhões.

Dos R$ 39 milhões a mais na arrecadação de ICMS em 2017, R$ 16 milhões são referentes ao aumento do recolhimento do imposto de Contribuintes Não Cadastrados, que no acumulado do ano totaliza arrecadação de R$ 44 milhões, o que representa um aumento de 59% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

Gráfico 2 – Arrecadação de ICMS até maio por tipo de contribuinte - Roraima

Fonte: SEFAZ-RR

 

Este aumento deve-se em parte pela elevação da alíquota partilhada do Diferencial de Alíquota (DIFAL[1]), que em 2016 era de 40% para a Unidade da Federação de destino, e passou para 60% em 2017. O DIFAL é cobrado das empresas situadas em outros Estados e que realizam vendas pela internet ou telefone para consumidores finais residentes em Roraima.

Em relação às atividades econômicas, o seguimento de Produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis continua sendo o que possui a maior participação na arrecadação de ICMS em Roraima, com recolhimento de R$ 90 milhões em 2017, representa aproximadamente 28% do total de ICMS arrecadado nos cinco primeiros meses do ano.

Em segundo lugar encontra-se o Comércio Varejista, com arrecadação até maio de 2017 de R$ 60 milhões, o que representa um aumento de R$ 8 milhões na comparação com o mesmo período de 2016, em termos absolutos esta foi a atividade econômica que mais contribuiu para o crescimento da arrecadação de ICMS em 2017.

 

Gráfico 3 – Arrecadação de ICMS até maio por tipo de atividade econômica - Roraima

Fonte: SEFAZ-RR

 

Apesar do bom resultado na maioria das atividades, algumas apresentaram retração na sua arrecadação, como é o caso da Eletricidade, que reduziu o seu recolhimento de ICMS em aproximadamente R$ 1,4 milhões na comparação com o mesmo período de 2016. Outra atividade que também apresentou uma retração significativa foi a de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, registrando uma queda de R$ 325 mil.

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

 

[1] O DIFAL foi instituído pela Emenda Constitucional 87/2015 começando a ser aplicado a partir de 2016. Com as novas regras, as operações com consumidor final contribuinte ou não do imposto passam a ter as mesmas alíquotas de ICMS aplicáveis, ou seja, não serão mais utilizadas as alíquotas internas da UF origem nas operações com consumidor final não contribuinte, e sim as alíquotas interestaduais como em qualquer outra operação.  A alíquota partilhada irá aumentar todo ano em 20% em favor da UF de destino até o ano de 2019 quando todo o diferencial de alíquota ficará com a UF de destino.

Domingo, 02 Julho 2017 15:14

Artigo 025 - Arrecadação de ICMS

Escrito por

Artigo Técnico 25/2017 de 02 de junho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Arrecadação de ICMS

 

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo Governo de Roraima vem apresentando ano após ano, aumento no seu valor recolhido, sendo que no ano passado, esse aumento chegou a 9,5%, atingindo a marca de aproximadamente R$ 708 milhões.

 

Gráfico 1 – Arrecadação de ICMS e variação anual

Fonte: SEFAZ-RR

 

Mesmo em anos de crise, como foi o caso de 2015 e 2016, a arrecadação de ICMS continuou aumentando, esse aumento é mais significativo em 2016, quando a elevação na arrecadação de ICMS supera a inflação no mesmo período, que foi, segundo o IPCA do IBGE de 6,3%. Ressalta-se que em 2016 o comércio em Roraima teve um crescimento em seu volume de vendas de apenas 1,2%, e teve que extinguir 430 postos de trabalho no segmento de comércio.

Em 2017 a arrecadação de ICMS continua crescendo, apresentando elevação em todos os meses do ano. Só nos cinco primeiros meses do ano, o recolhimento deste imposto já aumentou 14% em comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para o mês de janeiro, quando o aumento chegou a 22%.

 

Gráfico 2 – Arrecadação de ICMS por mês até maio - Roraima

Fonte: SEFAZ-RR

 

Em relação as atividades econômicas, observa-se que nos segmentos de comércio por atacado e comércio varejista, todos os anos apresentaram aumento na arrecadação de ICMS, sendo o Comércio como um todo o segmento que mais contribui na arrecadação do ICMS, representando em 44% do total.

 

Gráfico 3 – Arrecadação de ICMS do Comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas.

Fonte: SEFAZ-RR

 

Gráfico 4 – Arrecadação de ICMS do Comércio varejista.

Fonte: SEFAZ-RR

 

Como observado, em todos os anos o setor de Comércio aumentou sua contribuição na arrecadação de ICMS, fato este que se repete em 2017, sendo que o Comércio varejista teve um aumento de 15% e o Comércio atacadista de 6%.

 

Gráfico 5 – Arrecadação de ICMS até maio por tipo de atividade econômica

Fonte: SEFAZ-RR;

 

Este aumento na arrecadação de ICMS em 2017 está na contração da evolução do volume de vendas no 1º trimestre, que registrou em Roraima um dos piores resultados do Brasil, chegado a registrar no mês de março queda de -9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No acumulado do trimestre essa retração já chega a -11,2%, sendo este o segundo pior resultado dentre as Unidades da Federação, estando acima apenas do Espirito Santo, que no mesmo período encolheu -13,6%.

 

Gráfico 6 – Variação no acumulado do primeiro trimestre do volume de vendas e na receita nominal do comércio varejista - Roraima

Fonte: IBGE, PMC.

 

Este também foi o segundo pior resultado na série histórica, que se iniciou em 2001, tanto para o volume de vendas quando para a receita nominal, ficando atrás apenas do resultado apresentado em 2004.

 

 

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARCINES

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 24/2017 de 16 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Setor atacadista permanece estável em 2016

 

Segundo dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), o segmento atacadista distribuidor cresceu 0,6% em termos reais (já descontada a inflação no período) e 6,9% em termos nominais, atingindo faturamento de R$ 250,5 bilhões.

Ainda segundo a ABAD, os agentes de distribuição respondem hoje por uma fatia de 53,7% do mercado mercearil nacional, que compreende produtos de uso comum das famílias, como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais. Este é o décimo segundo ano consecutivo em que a participação do atacado distribuidor nesse mercado permanece superior a 50%.

Fonte: Ranking ABAD Nielsen 2017

Os números são apurados a partir de dados fornecidos voluntariamente por 572 empresas do setor associadas à ABAD e analisados pela consultoria Nielsen. Em Roraima existem 10 empresas que disponibilizaram seus dados para esta pesquisa, estas empresas locais representam 0,2% do total do faturamento dentre todas as empresas pesquisadas.

Considerando apenas as empresas que forneceram os seus dados tanto para a pesquisa de 2015 quanto de 2016, observa-se que houve um aumento de aproximadamente 1.000 funcionários em 2016, o que representa um crescimento de 1,1%.

Quanto ao tipo de modelo de negócio desenvolvido pelas empresas pesquisadas, observa-se que 39,9% eram de Distribuidor; 34,5% do Atacado com entrega; 20,5% do Atacado de autosserviço (atacarejo); 4,1% do Atacado de Balcão; e 1,0% de Operador de vendas.

Fonte: Ranking ABAD Nielsen 2017

Em relação aos prazos de pagamento o tempo médio varia de acordo com o modelo de negócio desenvolvido, para o modelo de Atacado de autosserviço a maior parte das vendas são feitas com prazo de até 7 dias. Já para os modelos de Distribuidor e Atacado de entrega este prazo médio sobe para até 28 dias. O Atacado balcão a maior parte das vendas é feita com prazo de mais de 28 dias.

 

 

Fonte: Ranking ABAD Nielsen 2017

 

Em relação as expectativas para o ano de 2017, todos os modelos de negócios estão otimistas em relação ao crescimento das vendas, com destaque para o Atacado de autosserviço e o Distribuidor. O Atacado de balcão, apesar de a maioria das empresas acreditarem num aumento do seu faturamento, também é o modelo com o maior percentual de empresários pessimistas, chegando a 9,5%.

 

Fonte: Ranking ABAD Nielsen 2017

 

Resumidamente, observa-se que apesar do crescimento tímido do setor atacadista em 2016, o fato de que a economia brasileira como um todo ter encolhido -3,6% mostra que o setor vem suportando bem a crise pela qual o país passa, e que a maioria das empresas está otimista quanto seu crescimento no ano de 2017.

Artigo Técnico 23/2017 de 31 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Aumento no número de pessoas procurando empregos eleva a taxa de desemprego em Roraima

 

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Continua Trimestral, no 1º trimestre de 2017 Roraima apresentou uma taxa de desocupação de 10,3%, tendo 21 mil pessoas procurando emprego no período, em relação à Região Norte essa foi a segunda menor taxa, ficando acima apenas da registrada em Rondônia, que no mesmo período apresentou índice de 8,0%.

 

Gráfico 1 – Taxa de desocupação no 1º trimestre de 2017

Fonte: PNAD Continua Trimestral - IBGE

 

A taxa de desocupação em Roraima ficou tanto abaixo da registrada na Região Norte (14,2%) quanto na do Brasil (13,7%), sendo que na região o destaque negativo ficou para os estados do Amapá, com taxa de 18,5%, a maior da Região Norte, e o Amazonas com 17,7%, a segunda maior.

Em relação à evolução histórica da taxa de desocupação trimestral em Roraima, observa-se que no primeiro trimestre de 2017 foi registrada a maior taxa de toda a série, que se inicia em 2012, e pela primeira vez o índice chega ao patamar de dois dígitos. 

 

Gráfico 2 – Taxa de desocupação em Roraima

Fonte: PNAD Continua Trimestral - IBGE

 

Neste primeiro trimestre a taxa de desocupação em Roraima aumentou devido à elevação no número de pessoas procurando emprego, o que fez aumentar a força de trabalho no Estado em mais 3 mil pessoas. Este aumento foi motivado por alguns fatores, entre eles: pessoas que em 2017 entraram na idade de trabalhar e começaram a procurar emprego; e/ou pessoas que não procuravam emprego, mas que neste trimestre foram impelidos a procurar emprego; e/ou fluxo de imigrantes que se incorporaram a força de trabalho local, e estão procurando emprego.

Contudo deve-se ressaltar que apesar do aumento na taxa de desocupação o número de pessoas ocupadas permanece estável, e segundo o Ministério do Trabalho foram gerados 330 novos empregos com carteira assinada no 1º trimestre de 2017. O que mostra que a geração de novos empregos não acompanhou o mesmo ritmo do aumento de pessoas procurando emprego.

Em relação ao rendimento médio habitualmente recebido por mês das pessoas ocupadas em Roraima, neste primeiro trimestre de 2017 ficou em R$ 2.127, sendo o segundo maior valor de toda a série histórica, apresentando uma elevação de 7,4% em relação ao mesmo período de 2016, e de 1,8% em relação ao trimestre anterior.

 

Gráfico 3 – Rendimento médio habitualmente recebido por mês – Roraima

Fonte: PNAD Continua Trimestral - IBGE

 

O valor do rendimento médio apresentado neste trimestre só é menor do que o registrado no 1º trimestre de 2015, quando a remuneração ficou em R$ 2.146. Outro fator positivo é que pelo quinto trimestre seguido houve um aumento na renda dos trabalhadores roraimenses. Sendo esta uma sequencia de aumentos no valor do rendimento que nunca tinha sido registrada na série histórica iniciada em 2012.

Artigo Técnico 22/2017 de 16 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Comércio volta a criar novas vagas de emprego e registra o melhor resultado desde 2011

 

A geração de novas vagas de empregos formais continua crescendo em Roraima, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2017 foram admitimos 7.272 trabalhos, enquanto outros 6.597 trabalhadores foram demitidos, gerando assim um saldo positivo de 675 novos postos de trabalho com carteira assinada, este é o melhor resultado dos últimos 2 anos.

 

Gráfico 1 – Saldo de empregos formais no acumulado até abril – Roraima

Fonte: CAGED/MTE

 

O setor com o maior saldo positivo foi o de Serviços, que no período criou 354 novas vagas. Este resultado foi influenciado pelo bom desempenho dos subsetores de Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação que gerou até abril deste ano 139 novas vagas. Neste subsetor os profissionais mais contratados no período foram: zelador com 95 novas vagas e trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas com 43 novas vagas.

Outro subsetor dos Serviços que se destacou no período foi o de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico com criação de 135 novas vagas. Os profissionais mais contratados neste subsetor foram: auxiliar de escritório com 20 novas vagas, faxineiro com 14, e continuo com 13 novas vagas.

A Construção civil foi o segundo setor que mais cresceu, com geração de 186 novas vagas de emprego formal, dentre os profissionais mais contratados neste setor destacam-se os eletricistas, com 70 novas vagas; assistentes administrativos com 38; e os operadores de central hidrelétrica com 37 novas vagas.

 

Gráfico 2 – Saldo de empregos formais até abril de 2017 – Roraima

Fonte: CAGED/MTE

 

Já o setor de Comércio, que até o mês de março estava negativo voltou a criar novas vagas de empregos impulsionadas pela melhora significativa no comércio varejista, que reverteu uma sequencia negativa de sete meses seguidos de extinção postos de trabalho. Só no mês de abril o comércio varejista criou 288 novas vagas de emprego com carteira assinada, sendo este o melhor resultado de toda a série histórica para o mês de abril. No acumulado do ano o comércio varejista apresenta um saldo positivo de 19 novos postos de trabalho e o Comércio como um todo de 89 vagas, que é o melhor resultado para o setor desde 2011.

Os profissionais mais contratados no setor do Comércio no acumulado até o mês de abril foram: repositor de mercadorias com 59 novos postos de trabalho, operador de caixa com 40, e atendente de lanchonete 29 novos postos de trabalho.

Os únicos setores que apresentaram saldo negativo no período foram a Administração Pública com saldo de -1, e a Indústria de transformação, com a perda de 24 posto de trabalho. Esta redução na Indústria está relacionada a extinção de postos de trabalho na indústria de madeira e mobiliário que no período apresentou saldo de -37, e da Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico com saldo de -19.

Em relação a Região Norte, Roraima foi o segundo Estado que mais gerou novos postos de trabalho, atrás apenas de Tocantins que no mesmo período criou 679 novos empregos. A Região como um todo perdeu mais de 15 mil postos de trabalho, com destaque negativo para o Estado do Pará, onde a retração foi de aproximadamente 9 mil postos. Amazonas perdeu cerca de 5 mil postos e Rondônia recuou aproximadamente 2 mil postos.

 

Gráfico 3 – Saldo de empregos formais até abril de 2017 – Região Norte

Fonte: CAGED/MTE

 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os dados apresentados pelo CAGED estão sujeitos a alterações, em decorrência do acréscimo de informações dos lançamentos fora do prazo.

 

 

Artigo Técnico 21/2017 de 16 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Vendas de alimentos para a Venezuela representam 80% das exportações

 

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações roraimenses continuaram com sua trajetória de crescimento elevando ainda mais o superávit na balança comercial do Estado. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano já foram exportados US$ 4,5 milhões em mercadorias, o que representa um crescimento de 112% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Gráfico 1 – Balança Comercial de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

 

A venda de produtos alimentícios para a Venezuela foi o principal item da pauta de exportação de Roraima, somando nos quatro primeiros meses do ano aproximadamente US$ 3,6 milhões, o que representa 80% do total exportado pelo Estado. Os principais produtos alimentícios vendidos foram: arroz (US$ 1,4 milhões), açúcar (US$ 1,1 milhões), e óleo de soja (US$ 272 mil).

 

Gráfico 2 – Principais produtos e destinos das exportações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

 

As importações de mercadorias destinadas a Roraima somaram R$ 2,2 milhões no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o que representa um aumento de 4,8% na comparação com o mesmo período de 2016. Os cinco principais produtos importados neste primeiro trimestre foram: centrais de ar-condicionado, originárias da China, no valor de US$ 810 mil; arroz comprado da Guiana no valor de US$ 250 mil; US$ 176 mil em pneus da China, farinha de trigo importada do Canadá, no valor de US$ 118 mil, e peças e acessórios de motocicletas com US$ 133 mil, adquiridos da China.

 

Gráfico 3 – Principais produtos e origens das importações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC

 

 

Artigo Técnico 20/2017 de 15 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Volume de vendas do comércio varejista em Roraima continua caindo em 2017

 

Pelo terceiro mês seguindo o volume de vendas do comércio varejista em Roraima vem apresentado quedas, no mês de março foi de -9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, no acumulado do trimestre essa retração já chega a -11,2%, sendo este o segundo pior resultado dentre as Unidades da Federação, estando acima apenas do Espirito Santo, que no mesmo período encolheu -13,6%.

 

Gráfico 1 – Variação no acumulado do primeiro trimestre do volume de vendas e na receita nominal do comércio varejista - Roraima

Fonte: IBGE, PMC.

 

Este também foi o segundo pior resultado na série histórica, que se iniciou em 2001, tanto para o volume de vendas quando para a receita nominal, ficando atrás apenas do resultado apresentado em 2004.

Em relação ao Comércio Varejista Ampliando, que inclui as atividades de Veículos e de Material de Construção, além daquelas que compõem o varejo, o resultado também foi negativo, só que em menor proporção, caindo -3,5% no primeiro trimestre de 2017, sendo este o pior resultado para o trimestre desde 2005.

 

Gráfico 2 – Variação no acumulado do primeiro trimestre do volume de vendas e na receita nominal do comércio varejista ampliado - Roraima

Fonte: IBGE, PMC.

 

Isso mostra que isoladamente os segmentos de venda de veículos e de materiais de construção, em relação ao volume de vendas, estão em melhores condições do que as demais atividades do comércio varejista. Principalmente no que tange o setor de materiais de construção, já que o setor de construção civil em Roraima começa apresentar um reaquecimento e suas atividades, o que acaba por demandar um volume maior de materiais de construção.

 

 

 

Artigo Técnico 19/2017 de 09 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Aumento acentuado no preço do tomate encarece a cesta básica em Boa Vista.

 

O valor da cesta básica em Boa Vista, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, para o mês de abril deste ano ficou em R$ 388,99, sendo este o maior valor já pago no ano de 2017. Em relação ao mês de março de 2017 a elevação foi de 4,7%, o que representa um aumento de R$ 17,50 no preço total da cesta básica.

 

Gráfico 1 – Valor da cesta básica – Boa Vista (R$ 1,00)

Fonte: DIEESE.

 

O principal responsável pelo aumento no preço da cesta básica foi o tomate, cujo preço médio aumentou aproximadamente 30% na comparação com o mês de março, o preço médio do quilo do tomate saiu de R$ 5,42 para R$ 6,91.

Outros produtos que também contribuíram com o aumento no preço foram a banana, que aumentou 11,51% e a farinha com elevação de 4,89%. A carne, o pão e o café apresentaram um leve aumento.

 

Tabela 1 – Cesta básica e sua composição em Boa Vista em abril de 2017

Produtos

Quantidade

Valor total

Variação mensal

Carne

4,5 kg

 R$          102,28

0,43%

Leite

6 l

 R$            23,76

-3,65%

Feijão

4,5 kg

 R$            23,58

-6,43%

Arroz

3,6 kg

 R$            11,41

-3,96%

Farinha

3 kg

 R$            18,66

4,89%

Tomate

12 kg

 R$            82,92

27,49%

Pão

6 kg

 R$            47,46

0,51%

Café

300 g

 R$             6,32

1,12%

Banana

90 uni

 R$            31,20

11,51%

Açúcar

3 kg

 R$             8,61

-6,82%

Óleo

750 g

 R$             4,53

-4,63%

Manteiga

750 g

 R$            28,24

-4,72%

Total

-

 R$          388,99

4,71%

Fonte: DIEESE

 

Por outro lado o açúcar, o feijão, a manteiga, o óleo, o arroz e o leite tiveram queda no seus preços médios, com destaque positivo para o açúcar, que saiu de R$ 3,08 em março para R$ 2,87 em abril, sendo este o menor preço do produto no ano de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

Artigo Técnico 18/2017 de 09 de maio de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Roraima é o Estado que mais criou novas vagas de emprego na Região Norte

 

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no primeiro trimestre de 2017 foram admitidos 5.440 trabalhadores, enquanto outros 5.110 trabalhadores foram demitidos, gerando assim um saldo positivo de 330 novos postos de trabalho com carteira assinada, este é o melhor resultado dos últimos 2 anos,

 

Gráfico 1 – Saldo de empregos formais no primeiro trimestre do ano – Roraima

Fonte: CAGED/MTE; Elaboração SEPLAN/CGEES.

 

O resultado positivo no primeiro trimestre de 2017 foi influenciado pelo aumento da contratação de novos empregos na Construção Civil, neste período o setor já criou 252 novos postos de trabalho. Dentre os profissões que mais cresceram neste setor encontram-se eletricistas, com 71 novos postos de trabalho; os serventes de obras, com 59; assistente administrativo, com 41; e operador de central hidrelétrica, com 37 novos postos.

Outro setor importante para a criação de novos empregos em Roraima foi o de Serviços, que nos três primeiros meses do ano gerou 218 novos postos de trabalho. O subsetor de Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação foi o responsável pela maioria dos empregos gerados neste setor, com um saldo positivo de 100 novos postos de trabalho, seguido pelo subsetor de ensino com 74 novos empregos.

 

Gráfico 2 – Saldo de empregos formais no primeiro trimestre de 2017 – Roraima

Fonte: CAGED/MTE

 

Os únicos setores que apresentaram saldo negativo no período foram a Indústria de transformação, com a perda de 5 posto de trabalho, e o Comércio com redução de 193 empregos com carteira assinada. No setor de Comércio o segmento de comércio varejista é o que vem perdendo mais postos de trabalho, pelo sexto mês seguido este subsetor demite mais gente do que admite.

Em relação a Região Norte, Roraima foi o Estado que mais gerou novos postos de trabalho no acumulado do primeiro trimestre. A Região como um todo perdeu mais de 15 mil postos de trabalho, com destaque negativo para o Estado do Pará, onde a retração foi de aproximadamente 8 mil postos. Amazonas perdeu cerca de 5 mil postos e Rondônia recuou pouco mais de 2 mil postos. Além de Roraima apenas Tocantins apresentou saldo positivo.

 

Gráfico 3 – Saldo de empregos formais no primeiro trimestre de 2017 – Região Norte

Fonte: CAGED/MTE

 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os dados apresentados pelo CAGED estão sujeitos a alterações, em decorrência do acréscimo de informações dos lançamentos fora do prazo.

 

                             

Artigo Técnico 17/2017 de 25 de abril de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Exportações roraimenses crescem e apresentam o melhor resultado desde 2014

 

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações roraimenses continuaram com sua trajetória de crescimento elevando ainda mais o superávit na balança comercial do Estado. No acumulado do primeiro trimestre do ano já foram exportados US$ 3,4 milhões em mercadorias, o que representa um crescimento de mais de 94% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Gráfico 1 – Balança Comercial de Roraima - 2017

Fonte: MDIC; Elaboração: CGEES

 

A venda de produtos alimentícios para a Venezuela foi o principal item da pauta de exportação de Roraima, somando nos três primeiros meses do ano mais de US$ 2,7 milhões, o que representa aproximadamente 80% do total exportado pelo Estado. Os principais produtos alimentícios vendidos foram: arroz (US$ 1,2 milhões), açúcar (US$ 907 mil), e óleo de soja (US$ 151 mil).

 

Gráfico 2 – Principais produtos e destinos das exportações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC; Elaboração: CGEES

 

As importações de mercadorias destinadas a Roraima somaram R$ 1,8 milhões no primeiro trimestre de 2017, o que representa uma pequena retração de -2,5% na comparação com o mesmo período de 2016. Os cinco principais produtos importados neste primeiro trimestre foram: centrais de ar-condicionado, originárias da China, no valor de US$ 810 mil; arroz comprado da Guiana no valor de US$ 190 mil; pneus com US$ 176 mil e peças e acessórios de motocicletas com US$ 133 mil, ambos adquiridos da China; e farinha de trigo importada do Canadá, no valor de US$ 118 mil.

 

Gráfico 3 – Principais produtos e origens das importações de Roraima - 2017

Fonte: MDIC; Elaboração: CGEES

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

Artigo Técnico 16/2017 de 12 de abril de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Intenção de consumo das famílias em Boa Vista apresentou um leve crescimento em março de 2017

 

Segundo a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as famílias em Boa Vista apresentaram uma leve melhora no seu índice de intenção de consumo, chegando a 85,2 pontos, o melhor resultado dos últimos 9 meses.

 

Gráfico 1 – Intenção de Consumo das Famílias em Boa Vista

Fonte: CNC.

 

Apesar da melhor na Intenção de Consumo das Famílias, como o índice ainda se encontra abaixo dos 100 pontos, mostra que as famílias em Boa Vista ainda estão pessimistas enquanto a sua perspectiva de consumo presente e futuro.

O pior resultado nesta pesquisa ficou para a intenção de compras de bens duráveis, que segundo 94,4% das famílias entrevistas, é um mau momento para adquiri-los. Apenas 4,4% das famílias disseram ser um bom momento, e 1,3% não souberam responder.

 

Gráfico 2 – Momento para compra de bens duráveis em Boa Vista – março de 2017

Fonte: CNC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

Artigo Técnico 15/2017 de 12 de abril de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Comércio varejista em Roraima apresenta queda pelo segundo mês seguido

 

No ano de 2016 Roraima foi a única Unidade da Federação que apresentou um leve crescimento no Comércio Varejista, contudo nos dois primeiros meses de 2017 essa situação não se manteve. Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborado pelo IBGE, em fevereiro deste ano o volume de vendas no comércio varejista apresentou uma queda de -9,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

Gráfico 1 – Variação mensal do volume de vendas do comércio varejista

Fonte: IBGE, PMC.

 

A retração no volume de vendas para o mês de fevereiro foi menor do que a apresentada em janeiro, quando a queda foi de aproximadamente -15%. No acumulado do ano essa redução no volume de vendas é de -12,2%, bem acima da média nacional que no mesmo período ficou em -2,2%.

Em relação ao Comércio Varejista Ampliando, que inclui as atividades de Veículos e de Material de Construção, além daquelas que compõem o varejo, o resultado apesar de também ter sido negativos nos dois primeiros meses de 2017, seu volume de vendas foi superior ao apresentado pelo Comércio Varejista.

 

Gráfico 2 – Variação mensal do volume de vendas do comércio varejista ampliado

Fonte: IBGE, PMC.

 

Isso mostra que isoladamente os segmentos de venda de veículos e de materiais de construção, em relação ao volume de vendas, estão em melhores condições do que as demais atividades do comércio varejista. No acumulado do ano a queda no volume de vendas do comércio varejista ampliado é de -3,8%, estando melhor do que a média nacional, que no mesmo período foi de -8,5%.

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

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