Artigos Técnicos (58)

Artigo Técnico 42/2017 de 22 de agosto de 2017

 

 

Comércio varejista de Roraima cresceu 4,9% em junho

 

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) elaborada pelo IBGE mostra que no mês de junho de 2017 o volume de vendas do Comércio Varejista em Roraima apresentou crescimento de 4,9% na comparação com o mês de maio do mesmo ano. Em relação ao mesmo período do ano passado houve uma retração de -3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses o índice foi de -1,4%.

Em relação ao Comércio Varejista Ampliado, que inclui as atividades de venda de Veículos e de Material de Construção, além daquelas que compõem o varejo, o volume de vendas apresentou resultado de 0,5% na comparação com maio de 2016, e no acumulado nos últimos 12 meses de 1,2%.

 

Gráfico 1 – Variação percentual do volume de vendas do comércio varejista em relação ao mês anterior com ajuste sazonal

Fonte: PMC/IBGE

 

Tabela 1 – Pesquisa Mensal do Comércio em junho de 2017 - Roraima

Variáveis

Volume de vendas

Receita nominal

Comércio varejista

Índice base fixa (Base: 2014 = 100) (número índice)

97,4

117,7

Índice base fixa com ajuste sazonal (Base: 2014 = 100) (número índice)

102,1

124,1

Variação mês / mês anterior com ajuste sazonal

4,9

4,7

Variação mensal (Base: igual mês do ano anterior) (%)

-3,2

-5,1

Variação acumulada no ano (Base: igual período do ano anterior) (%)

-8,1

-6,5

Variação acumulada de 12 meses (Base: 12 meses imediatamente anteriores aos 12 últimos meses) (%)

-1,4

5,7

Comércio varejista ampliado

Índice base fixa (Base: 2014 = 100) (número índice)

97,3

111,6

Variação mensal (Base: igual mês do ano anterior) (%)

0,5

-1,4

Variação acumulada no ano (Base: igual período do ano anterior) (%)

-2,2

-1,6

Variação acumulada de 12 meses (Base: 12 meses imediatamente anteriores aos 12 últimos meses) (%)

1,2

6,1

Fonte: PMC/IBGE

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 41/2017 de 22 de agosto de 2017

 

 

Exportações roraimenses batem recorde em julho

 

Em julho de 2017 as exportações roraimenses somaram aproximadamente US$ 3,7 milhões, o maior valor já registrado para o mês de julho em toda série histórica, na comparação com o mesmo período do ano passado o crescimento foi de 386%, já em comparação com junho de 2017 o crescimento foi de 96%.

 

Gráfico 1 – Exportações de Roraima no mês de julho.

Fonte: MDIC

 

O crescimento das exportações no mês de julho deu-se pela elevação acentuada nas exportações de arroz e de açúcar para a Venezuela, tendo vendido para o país vizinho US$ 1,5 milhões de arroz e US$ 1,4 milhões de açúcar. Somados os dois produtos representaram 79% de tudo que foi exportado no mês de julho.

Além destes dois produtos, destacou-se na pauta de exportação de julho o óleo de soja, com US$ 301 mil, também tendo como destino a Venezuela, e a madeira com US$ 190 mil, com destino a Holanda e a França.

 

Gráfico 2 – Exportações roraimenses de arroz e açúcar em 2017.

Fonte: MDIC

 

As importações em julho deste ano alcançaram o valor de US$ 699 mil, o que representa um aumento de 59% na comparação com julho de 2016, contudo em relação ao mês de junho de 2017 houve uma queda de 42%.

 

Gráfico 3 – Importações de Roraima em 2016 e 2017

Fonte: MDIC

 

Os principais produtos importados no mês de julho foram: pneus vindos da China no valor de US$ 148 mil, centrais de ar-condicionado também vindos da China no valor de US$ 74 mil, e arroz vindo da Guiana no valor de US$ 57 mil.

Em relação ao saldo da Balança Comercial, que se refere à diferença entre as exportações e as importações no período, observa-se que em julho o saldo ficou superavitário em aproximadamente US$ 3 milhões, no acumulado de janeiro a julho de 2017 este valor chega a cerca de US$ 7,3 milhões.

 

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 39/2017 de 10 de agosto de 2017

 

Preço da cesta básica em Boa Vista tem a maior queda entre as capitais

 

A cesta básica em Boa Vista, calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE ficou em R$ 372 no mês de julho de 2017, apresentando queda de pouco mais de 3% em relação ao mês de junho, esta foi a terceira redução seguida no valor da cesta básica. Já em comparação com o mesmo período do ano passado o recuo foi ainda mais acentuado, ficando em -15,9% sendo esta a maior variação negativa dentre as capitais brasileiras.

 

Gráfico 1 – Valor da cesta básica – Boa Vista (R$ 1,00)

Fonte: DIEESE.

 

A queda do preço apresentado na cesta básica foi influenciada principalmente pelo recuo no preço do tomate (-14,31%) e da banana (-11,80%). Outros três produtos apresentaram queda, na comparação com o mês de junho, sendo eles: óleo (-1,71%), arroz (-0,27%), e a carne (-0,14%). Em relação aos demais produtos que apresentaram elevação em seus preços, destaca-se a manteiga, que registrou o terceiro aumento seguido chegando ao valor mais alto de toda a série histórica.

 

Tabela 1 – Cesta básica e sua composição em Boa Vista em julho de 2017

Produtos

Quantidade

Preço médio unitário (R$)

Valor total (R$)

Variação em relação ao mês de maio

Carne

4,5 kg

     22,77

102,46

-0,14%

Leite

6 l

       3,80

22,80

1,33%

Feijão

4,5 kg

       5,81

26,14

1,36%

Arroz

3,6 kg

       3,08

11,09

-0,27%

Farinha

3 kg

       6,36

19,08

2,25%

Tomate

12 kg

       5,81

69,72

-14,31%

Pão

6 kg

       7,91

47,46

0,38%

Café1

300 g

       5,28

6,33

1,77%

Banana2

90 uni

       2,62

23,62

-11,80%

Açúcar

3 kg

       2,81

8,43

3,69%

Óleo3

750 g

       4,84

4,03

-1,71%

Manteiga4

750 g

     20,69

31,04

5,43%

Total

-

-

372,23

-3,06%

Fonte: DIEESE

Nota: 1) Café com 250g; 2) Palma de banana com 10 unidades; 3) Óleo com 900g; 4) Manteiga com 500g.

 

Na comparação com o mês de julho de 2016 a queda no preço da cesta básica foi ainda mais acentuada, com destaque para a redução nos preços da banana, com -63,67%, feijão, com -47,8%, e açúcar, com -17,84%. Por outro lado outros três produtos apresentaram altas significativas no período, sendo eles: manteiga (25,46%), farinha (18,88%), e café (14,88%).

Entre as demais capitais do país, o preço da cesta básica em Boa Vista está na 16ª posição, caindo duas posições em relação ao mês de junho. Em relação a região Norte é a terceira mais elevada, atrás apenas da de Belém-PA (R$ 389) e Porto Velho-RO (R$ 385).

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 38/2017 de 10 de agosto de 2017

 

Arrecadação de IPVA cresceu 47%

 

No acumulado dos sete primeiros meses do ano já foram arrecadados pouco mais de R$ 39,5 milhões do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o que representa um aumento de 47% na comparação com o mesmo período de 2016, quando o total arrecadado foi cerca de R$ 26,9 milhões.

 

Gráfico 1 – Arrecadação de IPVA até julho - Roraima

Fonte: DIPAR/DEVAR/SEFAZ-RR.

 

Esta elevação se deu principalmente a partir do mês de maio, quando o crescimento ultrapassou os 70% tendo seu ápice em julho com alta de 86% na comparação com o mesmo mês de 2016.

Segundo o chefe da Divisão de Arrecadação da SEFAZ-RR, Tom Zé Albuquerque, alguns dos fatores que contribuíram para a elevação da receita foram: 1) implantação do programa de refinanciamento de IPVA – REFIS; 2) geração de sistemática periódica de cobrança de IPVA, através de lançamento em demonstrativo de situação obrigacional; 3) monitoramento de benefícios fiscais com análise minuciosa, através de restrição de acessos ao sistema informatizado somente aos servidores fazendários - antes abertos a inúmeros servidores do DETRAN (embora o IPVA seja tributo, portanto de competência do fisco); 4) acompanhamento nos certames de leilões, desde a elaboração de edital até a busca pela transferência de recursos; 5) inscrição de débitos de IPVA em dívida ativa estadual - 2012 a 2016 - definido do maior ao menor devedor; 6) levantamento e controle de débitos de IPVA de pessoas jurídicas; 7) revisão de cláusulas do contrato com a FIPE, para fins de otimização no lançamento; 8) atualização de cobranças díspares ocorridas no exercício de 2016; 9) concentração de tempo de recolhimento do tributo, uma vez que o fato gerador é dia 01 de janeiro e a dilatação em 12 meses compromete as finanças públicas.

Ressaltasse que com a concentração dos pagamentos até o final do mês de agosto existe uma tendência de queda na arrecadação de IPVA a partir do mês de setembro, na comparação com o mesmo período de 2016.

Outro fator não mencionado foi o fato de que em 2017 não foi concedido redução de 10% no valor do imposto devido se o pagamento fosse integralmente efetuado em cota única até a data do vencimento da 1ª parcela, nem tão pouco a redução de 5% caso o pagamento integral se desse até o vencimento da 2ª parcela.

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Quinta, 27 Julho 2017 16:24

Artigo 037 - Índice de preço

Escrito por

Artigo Técnico 37/2017 de 27 de julho de 2017

 

Correção da Inflação

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979, é o indicador oficial do Governo Federal para aferição das metas inflacionárias.

Ele mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre 1 e 40 salários mínimos mensais. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos.

No acumulado do dia 01 de abril de 2010 até 31 de março de 2017 o IPCA acumulado foi de 56,55647%, ou seja, se um produto que valia R$ 100,00 em abril de 2010, repondo a inflação esse mesmo bem vale em março de 2017 o valor de R$ 156,57

 

Gráfico 1 – Variação mensal do IPCA de abril de 2010 até março de 2017 (%)

Fonte: IBGE

 

Gráfico 2 – Variação acumulada mensalmente do IPCA de abril de 2010 até março de 2017 (%)

Fonte: IBGE

 

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 36/2017 de 26 de julho de 2017

 

 

Arrecadação de ICMS por atividade no 1º semestre de 2017

 

No primeiro semestre de 2017 foram arrecadados pouco mais de R$ 388 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sendo que 12% deste total refere-se ao recolhimento junto a Contribuintes não cadastrados na Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-RR), comparativamente com as atividades econômicas que contribuem com a arrecadação de ICMS estes contribuintes não cadastrados representam o segundo maior valor em recolhimento.

 

Tabela 1 – Arrecadação de ICMS entre os 10 principais contribuintes - Roraima

CNAE 2.0

Descrição

Arrecadação no 1º sem. 2017   (R$ milhões)

Participação no Total

19.21-7/00

Fabricação de produtos do refino de petróleo

107,7

27,7%

-

Contribuintes não cadastrados

47,3

12,2%

61.10-8/01

Serviços de telefonia fixa comutada - STFC

20,9

5,4%

46.35-4/02

Comércio atacadista de cerveja, chope e refrigerante

17,3

4,5%

47.11-3/02

Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios supermercados

13,2

3,4%

35.14-0/00

Distribuição de energia elétrica

12,8

3,3%

47.81-4/00

Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios

10,4

2,7%

46.39-7/01

Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral

9,4

2,4%

11.13-5/02

Fabricação de cervejas e chopes

8,4

2,2%

29.10-7/01

Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários

7,1

1,8%

Fonte: SEFAZ-RR

 

Em comparação com a evolução na arrecadação no 1º semestre de 2017 em relação ao 1º semestre de 2016 observa-se que os Contribuintes não cadastrados foram os que mais elevaram a o seu recolhimento, crescendo neste período R$ 16,7 milhões, sendo quase o mesmo valor arrecadado pelo quarto maior segmento, que é o de Comércio atacadista de cerveja, chope e refrigerante, que no semestre arrecadou R$ 17,3 milhões.

 

Gráfico 1 – Variação absoluta por atividade econômica na arrecadação de ICMS no 1º semestre de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016 - Roraima

 

Fonte: SEFAZ-RR

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 35/2017 de 24 de julho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Arrecadação de ICMS cresceu 14% no 1º semestre de 2017

 

Após três meses seguidos de crescimento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em junho houve uma pequena retração na comparação com o mês anterior, fechando no valor de R$ 64,9 milhões, enquanto que em maio a arrecadação foi de R$ 66,5 milhões.

 

Gráfico 1 – Arrecadação de ICMS em 2017 - Roraima

Fonte: SEFAZ-RR

 

Apesar da queda em relação a maio, comparando com o mesmo período do ano passado houve um crescimento de 15%, o que representa um aumento de aproximadamente R$ 8,5 milhões.

No acumulado do 1º semestre de 2017 foram recolhidos de ICMS mais de R$ 388 milhões, apresentando assim um crescimento de aproximadamente 14% na comparação com o 1º semestre de 2016, quando a arrecadação foi de cerca de R$ 341 milhões.

Dentre as principais atividades econômicas destaca-se o segmento de Comércio e reparação de veículos automotores, que no período recolheu aproximadamente R$ 149 milhões, o que representa pouco mais de 38% da arrecadação total do imposto.

Em segundo lugar está a Indústria de derivados de petróleo com arrecadação de R$ 108 milhões. Seguido pelos Contribuintes não cadastrados com R$ 47 milhões, Telecomunicações com R$ 31 milhões e Eletricidade com R$ 13 milhões.

 

Gráfico 3 – Arrecadação de ICMS por tipo de atividade econômica – Roraima – 1º semestre de 2017

Fonte: SEFAZ-RR

 

A maioria das atividades econômicas apresentou crescimento na comparação com o 1º semestre de 2016, com destaque para os Contribuintes não cadastrados, que registrou  elevação de aproximadamente R$ 17 milhões; já o Comércio cresceu cerca de R$ 12 milhões; também destacaram-se a Fabricação de bebidas e a Indústria de derivados de petróleo, ambos com aumento de pouco mais de R$ 4 milhões. Por outro lado, a atividade que mais encolheu sua arrecadação de ICMS no 1º semestre de 2017 foi a das Agências de viagens, com retração de R$ 54 mil, o que representa queda de 67% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 34/2017 de 24 de julho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Roraima tem 3.407 leitos em sua rede de hospedagem

 

Em 2016, havia 60 estabelecimentos de hospedagem no Estado, com 1.505 unidades habitacionais (suítes, apartamentos e chalés) e 3.407 leitos. Entre esses estabelecimentos, 31 eram hotéis, 19 eram pousadas e 10 eram motéis. Os dados são da Pesquisa de Serviços de Hospedagem (PSH) 2016, realizada pelo IBGE em convênio com o Ministério do Turismo, para levantar os principais aspectos da rede hoteleira do Brasil.

Boa Vista é o município roraimense que concentra a maior parte da rede de hospedagem no Estado. A capital conta com 39 estabelecimentos, 1.118 unidades habitacionais e 2.431 leitos, o que representa 71% do total disponível no Estado. A pesquisa não apurou separadamente a quantidade de estabelecimentos, unidades habitacionais ou leitos que cada um dos municípios do interior possui.

No total da rede de hospedagem apenas 16 apartamentos são adaptados para pessoas com necessidades especiais, sendo que 7 deles situam-se em Boa Vista, os outros 9 estão distribuídos entre os municípios do interior de Roraima.

 

Figura 1 – Rede de hospedagem em Roraima - 2016

Fonte: PSH 2016/IBGE

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 33/2017 de 24 de julho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Roraima cria 1.068 novos postos formais no 1º semestre de 2017

 

A geração de empregos com carteira assinada fechou o mês de junho com saldo positivo de 23 novos postos de trabalho, no acumulado do 1º semestre já foram criados 1.068 novas vagas de emprego formal, este é o melhor resultado desde 2014.

Em termos absolutos Roraima foi o segundo Estado da Região Norte que mais criou vagas de emprego no 1º semestre do ano, ficando atrás apenas de Tocantins, que no mesmo período criou 1.998 postos de trabalho.

Em termos proporcionais, Roraima apresentou o terceiro maior crescimento nos postos de trabalho dentre as Unidades da Federação, com elevação de 2,10% em relação ao estoque de trabalhadores, ficando atrás apenas de Goiás, com 3,38%, e de Mato Grosso, com 2,82%.

 

Gráfico 1 – Saldo de empregos formais no 1º semestre do ano em Roraima

Fonte: CAGED/MTE

O resultado positivo no semestre foi determinado, principalmente, pelo bom desempenho dos setores de Serviços e Construção Civil. No setor de Serviços foram criadas 592 novas vagas, com destaque para o subsetor de Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação que gerou 316 novas vagas.

A Construção civil foi o segundo setor com maior geração de empregos em Roraima, registrando saldo positivo de 407 novas vagas de empregos formais. Em terceiro lugar está o Comércio com a criação de 155 novos postos.

 

Gráfico 2 – Saldo de empregos formais por setor no 1º semestre de 2017 – Roraima

Fonte: CAGED/MTE

 

Apesar do bom resultado, três setores apresentaram saldos negativos no 1º semestre de 2017, sendo eles a Administração Pública, com saldo de -89 que envolve as três esferas administrativas, a Indústria com -45 postos, que encolheu no período em virtude da retração no setor madeireiro e mobiliário, que no mesmo período extinguiu 49 postos de trabalho. E por último a Agropecuária que apresentou saldo negativo de 15 postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os dados apresentados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) estão sujeitos a alterações em decorrência do acréscimo de informações dos lançamentos fora do prazo.

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 32/2017 de 17 de julho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Setor de serviços recua -5,3% em maio

 

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) elaborada pelo IBGE mostra que no mês de maio de 2017 o volume de vendas do Setor de Serviços em Roraima registrou queda de -5,3% na comparação com o mês de abril. Em relação ao mesmo período do ano passado a retração foi de -16,9%. No acumulado dos últimos 12 meses o índice foi de -8,6%.

Assim como o volume de vendas a receita nominal do setor de serviços também apresentou resultados negativos em maio de 2017 na comparação com o mês de abril, tendo queda de -4,6%, em relação a maio de 2016 a retração foi de -12,9%. No acumulado dos últimos 12 meses a receita nominal reduziu-se em -5,9%.

 

Gráfico 1 – Variação percentual do volume de vendas do setor de serviços em relação ao mês anterior com ajuste sazonal

Fonte: PMC/IBGE

 

 

Tabela 1 – Pesquisa Mensal de Serviços em maio de 2017 - Roraima

Variáveis

Receita Nominal

Volume de vendas

Índice base fixa (2014=100) (Número-índice)

89,7

80,7

Índice base fixa com ajuste sazonal (2014=100) (Número-índice)

89,8

78,6

Variação mês / mês anterior com ajuste sazonal (Percentual)

-4,6

-5,3

Variação mensal (base: igual mês do ano anterior) (Percentual)

-12,9

-16,9

Variação acumulada no ano (base: igual período do ano anterior) (Percentual)

-13,7

-17,2

Variação acumulada de 12 meses (Percentual)

-5,9

-8,6

Fonte: PMS/IBGE

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

Artigo Técnico 31/2017 de 17 de julho de 2017

Economista Fábio R. Martinez

 

Comércio varejista de Roraima cresceu 1,1% em maio.

 

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) elaborada pelo IBGE mostra que no mês de maio de 2017 o volume de vendas do Comércio Varejista em Roraima apresentou crescimento de 1,1% na comparação com o mês abril do mesmo ano. Em relação ao mesmo período do ano passado houve uma retração de -2,5%. No acumulado dos últimos 12 meses o índice foi de -1,1%.

Em relação ao Comércio Varejista Ampliado, que inclui as atividades de venda de Veículos e de Material de Construção, além daquelas que compõem o varejo, o volume de vendas apresentou resultado um pouco mais positivo, com elevação de 2,8% na comparação com maio de 2016, e um resultado acumulado nos últimos 12 meses de 1,3%.

 

Gráfico 1 – Variação percentual do volume de vendas do comércio varejista em relação ao mês anterior com ajuste sazonal

Fonte: PMC/IBGE

 

Tabela 1 – Pesquisa Mensal do Comércio em maio de 2017 - Roraima

Variáveis

Volume de vendas

Receita nominal

Comércio varejista

Variação mês / mês anterior com ajuste sazonal

1,1

0,2

Variação mensal (Base: igual mês do ano anterior) (%)

-2,1

-2,5

Variação acumulada no ano (Base: igual período do ano anterior) (%)

-9

-6,7

Variação acumulada de 12 meses (Base: 12 meses imediatamente anteriores aos 12 últimos meses) (%)

-1,1

7,3

Comércio varejista ampliado

Variação mensal (Base: igual mês do ano anterior) (%)

2,8

1,6

Variação acumulada no ano (Base: igual período do ano anterior) (%)

-2,7

-1,6

Variação acumulada de 12 meses (Base: 12 meses imediatamente anteriores aos 12 últimos meses) (%)

1,3

7,1

Fonte: PMC/IBGE

 

 

FÁBIO RODRIGUES MARTINEZ

CORECON-RR 2077

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