Segunda, 09 Outubro 2017 10:53

Estudo “lo T: Um plano de Ação o Brasil (2018-2022)” Destaque

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Estudo “lo T: Um plano de Ação o Brasil (2018-2022)” Crédito: BNDES/CNC

Internet das Coisas...

 

A Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC realizou o 6° Encontro de Gestores da Rede Nacional de Representações do Sistema Confederativo do Comércio (Renar), no Rio de Janeiro.

A chefe da AGR/CNC, Wany Pasquarelli, abriu o evento ressaltando o importante papel das representações das entidades nas diversas instâncias governamentais, defendendo os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em todo o Brasil.

O evento debateu, na parte da manhã, a internet das coisas e o impacto no comércio. Maria Luiza Cunha, gestora setorial do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), falou sobre o tema, explicando que o conceito de internet das coisas (IoT – internet of things, em inglês) surge da evolução do uso das redes de comunicação, permitindo a conexão não apenas entre as pessoas, mas também a dispositivos das mais diversas naturezas. A CNC é integrante do Comitê Executivo do Plano Nacional de IoT, que é responsável pela ratificação do plano que norteará as ações brasileiras referentes a essas tecnologias.

Maria Luiza informou que a IoT pode injetar entre US$ 4 e 11 trilhões na economia mundial até 2025, gerando valor a partir de dados coletados no mundo real. “É preciso distribuir mais investimentos no setor. Se os países, em especial o Brasil, não fizerem o dever de casa, vamos ficar muito aquém do potencial econômico que pode ser alcançado”, disse.

A gestora do BNDES citou alguns dos impactos que a IoT pode ter no varejo, como a possibilidade de check-out automático, sem a necessidade de registrar produto a produto.

Também será possível, segundo Maria Luiza, a oferta de promoções customizadas ao consumidor a partir do rastreamento de suas ações, a otimização do layout das lojas e também dos estoques. “Não estamos falando de nenhuma realidade de um futuro distante. Estamos falando sobre abordagens que já estão sendo praticadas no  mundo afora”, reforçou. Ela também falou sobre qual o papel do BNDES nesse processo. Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o banco está desenvolvendo um estudo para entender como o Brasil poderá se relacionar com essa nova revolução tecnológica e seus impactos no dia a dia. “O estudo procurou acelerar agendas que o Brasil já tinha, mas que vinham em uma velocidade muito lenta”, informou Maria Luiza, esclarecendo que a expectativa da sociedade para IoT já está muito grande e que um futuro marco regulatório deverá trazer segurança jurídica, para que os empresários possam realizar seus investimentos na área.

Atualmente, o estudo do BNDES está na etapa de aprofundamento de alguns cenários escolhidos e elaboração de um Plano de Ação 2018-2022, que deverá acelerar a implantação da IoT como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira. A entrega desse Plano de Ação está prevista para a primeira semana de outubro, e o lançamento do Plano Nacional de IoT deve acontecer em novembro.

Wany Pasquarelli, chefe da AGR/CNC, destacou a importância do debate desse tema com representantes do Sistema Comércio. “Essa revolução trará grandes rupturas no nosso modelo de negócio, uma mudança mental e de cultura”, afirmou.

Cenário político

O futuro da representação em um cenário de mudanças políticas foi o tema da palestra de Andrea Cristina Oliveira Gozetto, doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, mestre em Sociologia Política pela Unesp e professora do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getulio Vargas.

Andrea elencou os principais fatores do atual cenário político brasileiro, destacando o formato corporativo da representação de interesses. A professora citou a atual crise de confiança dos brasileiros no sistema político e como esse pode ser um momento de oportunidades para as instituições que trabalham com a representação. “As instituições, como a CNC, precisam ser uma voz que se levanta sobre essa nuvem de descrédito que paira sobre o País”, afirmou.

Segundo a palestrante, mais do que nunca é hora de estar próximo dos seus representados, procurando ouvir e entender quais são os seus reais interesses a serem defendidos. “O cenário está ruim, mas nós temos capacidade de mudar. E isso só vai acontecer de forma colaborativa, entre o governo, a iniciativa privada e a sociedade civil”, disse Andrea.

A tendência de representação não-eleitoral dentro do cenário atual também foi abordada pela professora da FGV. Segundo ela, a conjugação entre a representação eleitoral com a não-eleitoral pode trazer mais qualidade à democracia. “É importante ainda qualificar e profissionalizar a ação de representação, com estratégica, tática, planejamento e instrumentos de gestão, para legitimar essa representação e trazer mais assertividade aos resultados que se pretende obter”, concluiu.

Cases das federações

Wagner Cavalcante, da Fecomércio-AL, e Raira Leite, da Fecomércio-AP, apresentaram os resultados da implantação do modelo de gestão de Representações da CNC em suas respectivas federações.

Wagner mostrou os resultados da pesquisa de ambiente empresarial realizada pela Fecomércio-AL para descobrir quais as questões de maior interesse dos empresários. A partir da pesquisa, as ações da federação foram melhor direcionadas e, posteriormente, divulgadas para o público externo, através de alinhamento com a Assessoria de Comunicação da entidade. Ele destacou ainda o retorno de mídia espontânea de notícias publicadas sobre as ações da Federação alagoana.

A Fecomércio-AP também mostrou o trabalho de sua Assessoria de Representações, que desde 2014 realiza diversas ações para o fortalecimento da representatividade perante os empresários do Amapá. Entre as ações, estão a participação em grupos de trabalho nas esferas governamentais locais e a criação do Bloco Empreendedor do Amapá (BEAP), que reúne mais de 60 entidades empresariais do estado, e do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (CETURH) da Fecomércio-AP.

Wany Pasquarelli parabenizou os trabalhos desenvolvidos nas federações, informando sobre o trabalho da CNC para o desenvolvimento das representações. “É importante medir os resultados, para mostrar ao empresariado brasileiro quais são os impactos das nossas ações”, finalizou.

O BNDES oferece apoio financeiro a empresas, ofertantes e demandantes de “lo T”. O projeto Estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, do BNDES tem parceria do MCTIC.

Os produtos intermediários estão publicados no site do BNDES. Acesse http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/estudos/chamada-publica-internet-coisas/estudo-internet-das-coisas-um-plano-de-ação-para-o-brasil

Fonte: CNC/BNDES

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